Preços dos alimentos tem queda, mas ainda preocupa os brasileiros

Especialistas explicam que outros alimentos tiveram alta em setembro e que a melhor saída é pesquisar e substituir produtos

29/09/2022

Preços dos alimentos tem queda, mas ainda preocupa os brasileiros

 

Os preços dos itens essenciais do carrinho de compras ainda estarão caros e ainda castigam o bolso dos brasileiros. Mesmo com deflação de 0,47% em setembro, no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas três dos nove grupos pesquisados recuaram os preços. Apesar do grupo alimentos e bebidas ser o terceiro colocado na lista de deflação, esses produtos ainda acumularam inflação de 12,73%, em 12 meses. Nesse grupo, os principais impactos sobre este resultado partiram das quedas do leite longa vida (12,01%), do tomate (8,04%) e do óleo de soja (6,50%). Mas, apesar da queda, o preço do leite acumula alta de 58,19% no ano. O economista Leandro Rosadas revela outros alimentos que tiveram alta em setembro. Já educadora financeira, Aline Soaper alerta que as estratégias para economizar são a pesquisa de preços e a substituição de produtos.

“Apesar do IPCA de setembro ter tido a segunda deflação seguida, os preços dos alimentos ainda representam um grande impacto no bolso dos brasileiros. Os alimentos ainda tendem a ficar caros por conta da sazonalidade e pela desaceleração da economia em diversos países. Para a maioria da população, o IPCA torna-se real quando as famílias vão ao supermercado e tem que deixar produtos na boca do caixa, por que o dinheiro não vai dar para pagar. O preço do leite, apesar da queda, ainda é um dos produtos que mais acumula alta. Inclusive uma pesquisa da Nextop revelou que esse produto é um dos lideres no ranking de itens abandonados nos carrinhos de supermercado, por que os consumidores desistiram da compra”, explica o economista Leandro Rosadas.

A variação no preço dos mesmos alimentos em diferentes supermercados também é uma preocupação dos consumidores, mesmo diante da queda do IPCA. Isso por que um levantamento da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), feito nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Goiânia, Porto Alegre e Salvador mostrou uma variação de preços dos produtos de até 487%, nos mercados brasileiros. A pesquisa analisou mais de 92 mil preços em 700 pontos de venda. A pesquisa comparou o preço de duas cestas de produtos básicos, compostos por itens de marcas líderes e marcas mais baratas. Segundo a Proteste, os preços menores e maior economia anual, são obtidos quando os consumidores optam pelas marcas mais baratas, e compram nos supermercados em bairros suburbanos ou periféricos. Além disso, a pesquisa revelou que dentro de uma mesma cidade, os preços de determinados produtos podem variar muito. Um exemplo disso é o preço do quilo do limão, na cidade de São Paulo, que tem uma variação de 487%. Em Porto Alegre, o quilo de mandioca variou entre R? 2,98 e R? 7,89.

A educadora financeira Aline Soaper destaca que a única saída na compra dos alimentos é a pesquisa de preços e a substituição de produtos e marcas. “Uma boa estratégia é pesquisar itens em diferentes supermercados. Por que, de repente a cesta básica geral, pode estar mais barata em um supermercado, mas alguns itens podem estar mais baratos em outros mercados. Trocar produtos que aumentaram muito de preço por itens com valor menor, também é uma ótima alternativa. Além disso, dê preferência às marcas mais baratas ou que oferecem melhor custo x benefício. E para finalizar: depois que você já sabe onde vai comprar os itens, faça uma lista do que vai comprar, leve uma calculadora e não passe muito tempo entre uma compra e outra para não levar produtos desnecessários”, finaliza Soaper.

Sobre Aline Soaper:

Fundadora do Instituto Soaper de Treinamentos de Desenvolvimento Profissional e Pessoal (Efinc), Aline Soaper é formada em Direito, com pós-graduação em Direção e Orientação Educacional. Há sete anos, a carioca atua como educadora financeira e formadora de outros especialistas nesta área. Empreendedora desde os 17 anos de idade, Aline era proprietária de uma escola de Educação Infantil, no Rio de Janeiro, em que atendia cerca de 150 alunos e gerenciava uma equipe de 45 pessoas. Ao perceber a dificuldade dos pais em pagar as mensalidades devido aos problemas financeiros, Aline decidiu mudar de vida e se especializar no ramo de finanças pessoais. No ano de 2015, iniciou sua atuação como educadora, oferecendo atendimentos individuais, palestras, treinamentos e cursos para o público-final (empresários, analistas etc). No final de 2018, criou o Efinc, que hoje forma educadores financeiros e consultores de negócios pelo Brasil e o mundo.

Sobre Leandro Rosadas:

Leandro Rosadas é economista e especialista em gestão de supermercados, hortifrutis, atacarejos, padarias e açougues. Formado em economia pela UFRRJ, o carioca já atuou como professor universitário e consultor no mercado de varejo. Hoje, Rosadas é considerado uma das maiores referências entre os especialistas do seu segmento, sendo responsável pela formação em gestão de mais de cinco mil proprietários de supermercados Brasil afora. Leandro também conta com uma rede com mais de 10 supermercados em vários Estados do país.

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