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Tinder de bolos conecta boleiros caseiros a compradores

Startup Vem de Bolo oferece solução voltada para o mundo da confeitaria

18/07/2019

A Vem de Bolo, primeiro marketplace especializado na venda de bolos e doces caseiros, inicia sua expansão para toda São Paulo. A plataforma conecta boleiros caseiros com pessoas que queiram adquirir produtos artesanais ao gosto do freguês e pretende para o ano que vem atingir as principais capitais brasileiras.



Atualmente, 20 boleiras oferecem seus produtos e além de uma vasta lista de espera, em processo de curadoria. A meta é neste semestre ao menos dobrar o número de boleiras dentro da plataforma. “Não colocamos qualquer profissional na plataforma. Visitamos suas casas, provamos os bolos e doces para verificar sua qualidade e conferimos o armazenamento de insumos. Não colocamos ninguém na plataforma que não siga as boas práticas para manipulação de alimentos.”, garante Pedro Santelmo, CEO da Vem de Bolo.



Lançada em modo experimental no início deste ano, a Vem de Bolo já bateu a casa de 25 mil visitas dentro do site. O atendimento, que começou pela região sul de São Paulo, começa a se expandir para toda a capital, a partir de maio.



A ideia da Vem de Bolo surgiu a partir do mapeamento do mercado informal, que diante do aumento do desemprego, cresce exponencialmente. Segundo dados do IBRE/FGV, a informalidade como um todo movimenta R$ 1 trilhão por ano, o que corresponde a 16% do PIB. Somente a parte de confeitaria cresce 3% ao ano e soma R$ 25 bilhões (boleiros e doceiros).



“Criamos uma solução voltada especificamente para o mundo de confeitaria. Há um ano e pouco estudamos este mercado. Buscamos entender quem são essas pessoas quais são as dores do negócio, o que precisam de suporte e como a tecnologia pode ajudar com seus problemas”, conta Santelmo.

 


As dores são muitas, da dificuldade de encontrar novos clientes, até a gestão financeira, passando pela compra dos ingredientes e pelo modo de entrega. “Muitas boleiras diziam que podiam produzir mais, porém não tinham comprador, pois novos clientes vinham apenas por indicação dos antigos e da vizinhança”, observa Santelmo.

 

Sem ter para quem vender com certeza, comprar ingredientes em grandes quantidades para reduzir o  custo traz o risco de perder o estoque de matéria prima, que é perecível. “Se eu vou comprar chocolate, para conseguir um bom preço, preciso comprar muito. Aí sem demanda, o produto estraga e se perde”, explica.



Por outro lado, o consumidor também tem suas carências ou necessidades que não estavam sendo supridas, como a conveniência de comprar o bolo que precisa para uma determinada ocasião sem depender de dicas de amigos ou somente da boleira que conhece, já que, muitas vezes, ela não consegue fazer pronta entrega.

 

“O boom de casas de bolo dos últimos cinco anos não atende o consumidor que busca um produto caseiro de verdade pra celebrar uma ocasião ou um aniversário. Apenas diretamente de doceiras independentes ele encontra um bolo caseiro de fato. Ele quer o produto a seu gosto, com aqueles ingredientes da receita da mãe, da avó ou do avô, que a boleira independente pode fazer”, ressalta Santelmo.



A Vem de Bolo tem também a preocupação de garantir boas ofertas as boleiras e com isso assegurar o incremento da receita. “Isso é uma coisa importante, pois a receita de muitas boleiras é a principal da casa”. Ele conta, ainda, que algumas boleiras mal conheciam as mídias digitais – nem mesmo sabiam usar plataformas de mídias sociais e, agora, estão tendo pela Vem de Bolo uma forma de se digitalizar de uma maneira mais rápida e segura. O marketplace é apoiado pela Nestlé,
que vê na plataforma uma forma de se aproximar das boleiras e de obter insights importantes sobre esse segmento.



“Elas  recebem benefícios na compra de produtos e treinamentos da companhia, que também oferece mentorias para os empreendedores que desenvolveram o Vem de Bolo. Sabemos que esse apoio vai ajudar a alavancar os negócios, tirando muitas boleiras da informalidade e gerando novos empregos”, explica a Head de Transformação Digital daNestlé, Carolina Sevciuc.

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