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Notícia

Artifícios como uma boa música podem fazer o cliente consumir mais

Conheça os benefícios de uma trilha sonora e como utilizá-la para moldar o comportamento do consumidor, gerando mais vendas

18/07/2017

Quando o cliente chega em um restaurante três dos cinco sentidos logo entram em ação: visão, olfato e audição. O paladar e o tato serão utilizados depois. Estimular a experiência sensorial pode tornar o ambiente mais acolhedor e estimular o consumidor a gastar mais.  Até porque, de acordo com pesquisa do Instituto Food Service Brasil, a ligação emocional e sensação de bem estar vendem mais que preço e a qualidade da comida.

 

A música ambiente é uma estratégia bastante eficiente neste processo. Uma pesquisa realizada por North em um restaurante inglês indicou, por exemplo, que os clientes gastaram em média 2 libras a mais por pessoa quando escutaram música clássica em vez de pop. Outro experimento feito por ele apontou que as percepções de sabor também são alteradas. Canções "suaves" fizeram com que pessoas avaliassem um vinho como "suave". E um som mais "intenso" fez com que o vinho fosse classificado como... "intenso".

 

De acordo com uma pesquisa do centro de psicologia da Universidade de Leicester, tocar música clássica em restaurantes incentiva os clientes a gastarem mais, porque faz com que se sintam mais ricos. Enquanto isso, a – menos sofisticada – música pop levou as pessoas a gastarem 10% a menos em suas refeições.

 

O uso das trilhas sonoras para moldar o comportamento do consumidor é chamado de sound branding. As técnicas variam de acordo com o objetivo e existem especialistas no assunto que conseguem criar um plano e uma play list adequada para cada situição. A música ambiente em um restaurante pode reduzir a poluição sonora do local, personalizar o ambiente, deixar o consumidor mais calmo, aumentar o tempo de permanência e estimular o consumo por impulso.

 

A escolha da música

Conquistar o consumidor por meio de avisos sonoros e músicas parece ser algo simples, mas é preciso muito estudo para realmente afinar tal estratégia – e não cometer o erro amador de colocar simplesmente seu gênero de música preferido. O empreendedor, muitas vezes, coloca a música de que ele mais gosta tocando. O que tem é prevalecer é a construção da marca.

 

É preciso entender qual o momento de compra do consumidor dentro da loja. Ou seja: seu negócio é para os que consomem por impulso? Ou é um negócio no qual a compra se faz lentamente, com processos de escolha? Caso você se encaixe na primeira categoria, faça bom uso de uma música de ritmo animado.

 

O gênero deve ser alinhado à proposta do seu negócio e aí estilo do público que você pretende alcançar. Ao ouvir o som, olhar o ambiente e ver os funcionários e a identidade visual, o cliente tem que se conectar sensorialmente e se sentir bem naquele local. E também não abrir muito o espectro para não perder a identidade. Especialistas recomendam até 300 músicas.

 

Fontes de pesquisa: BBC, Fispal, Programa Consumer, Exame e Venda Otimizada

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