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Arroz-doce é nova moda em franquias

Decidido a mudar de ramo, Junior Leite apostou no típico doce junino e abriu a Dona Hortê em 2015, rede de franquias que fatura R$ 30 mil por mês

07/01/2016

Empreendedor apostou em arroz-doce na sua franquia

 

 

Cupcakes, frozen yogurt, brigadeiros, paletas. Para quem achava que as franquias já tinham explorado todos os doces possíveis, a Dona Hortê prova que ainda há espaço. Especializada em arroz doce, a empresa foi criada no começo do ano de 2015 e fatura cerca de R$ 30 mil ao mês. A ideia de negócio foi de Junior Leite, 39 anos, depois do curso de empreendedorismo A+E - Atitudes Empreendedoras, da Sociedade Brasileira de Desenvolvimento Empreendedor.

 

 

Em uma das aulas, o professor apresentou a Rice do Riches, rede de franquias que vende arroz doce de diferentes sabores nos Estados Unidos. “Fiquei intrigado. Esse é um produto tipicamente brasileiro e vi potencial na hora”, diz. Depois do curso foi direto para a casa de sua mãe, Dona Hortência, conhecida pela receita da sobremesa junina. “Pedi para ela começar a brincar com sabores e ingredientes. Ela não entendeu direito a razão, mas as receitas ficaram uma delícia”, diz Leite.


E, sem contar o que estava planejando, passou quase quatro anos pesquisando modelos de negócio e estudando sobre o meio alimentício. “O ramo que trabalhei durante duas décadas era completamente diferente. Precisava aprender como os processos funcionavam, porque queria construir uma empresa pensada para a indústria”, afirma. Antes da franquia, Leite trabalhou na empresa da família que vendia materiais domésticos.

 

 

Durante esse período, chegou a conclusão que o modelo de franquias seria ideal para o seu negócio. “Desde o início eu queria que a minha empresa crescesse sem a necessidade do meu corpo presente. E o modelo de franquias me permite isso. Além de tudo, vejo os franqueados como sócios: pessoas que querem a empresa bem, sempre lucrando.”

 

 

 

Com um investimento inicial de R$ 800 mil, o empreendedor contratou nutricionistas e uma engenheira de alimentos para desenvolver o produto, uma arquiteta para desenhar o quiosque – que possui um formato de panela aberta –, construiu uma cozinha industrial e abriu o primeiro ponto da Dona Hortê em janeiro deste ano, no Shopping ABC, em Santo André.

 


A empresa vende potes de 180 gramas do doce em seis diferentes sabores: tradicional, diet, doce de leite (o mais vendido), coco, amendoim e creme de avelã. Além das edições limitadas: bicho de pé, feita para o mês do Dia das Crianças, e nozes, especial para o Natal. O valor vai de R$ 8 a R$ 12.

 

 

 


Além das vendas, a procura por franquias também foi boa: a empresa está em contato com dois franqueados, que procuram shoppings para os seus pontos. O investimento inicial na rede é de R$ 90 mil.

A meta é fechar 2016 com dez franquias – e depois disso manter um crescimento de dois pontos novos por mês. “Queremos crescer em espiral, saindo de Santo André, indo para São Paulo e, com calma, atingir todo o Brasil.”

 

Fonte: pegn

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