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Vai construir ou reformar um restaurante?

A arquiteta Viviane Gobbato lista 10 passos para ter um estabelecimento nota mil

03/08/2017

É o sonho de muita gente criar um negócio próprio ligado à gastronomia. E quem já tem um endereço consolidado também sempre precisa reinventar-se. Sendo assim, a arquiteta Viviane Gobbato, que já realizou importantes projetos na área a exemplo dos restaurantes Méz e do Oguru Sushi & Bar, ambos no bairro do Itaim Bibi - preparou uma série de dicas para quem pretende construir ou reformar um estabelecimento, seja um restaurante, bar, entre tantos outros, mas não possui vivência em obras. Confira agora as dicas:

 

1 – A Planta do Imóvel: Primeiramente é importante consultar um arquiteto especializado em aprovação de plantas na prefeitura, além da emissão de alvarás de funcionamento para lugares públicos. Estar com a planta regularizada e com alvará em dia é essencial para dar início às obras.



2 – Principais Erros: Escolher o imóvel certo já é meio caminho andado. Muitos proprietários compram ou alugam sem analisar o potencial do espaço para que ele possa se tornar um restaurante. Quanto mais próximo da utilização anterior do imóvel, menos mudanças são necessárias. A cozinha é um ambiente que merece atenção, o projeto deve atender às normas da vigilância sanitária.



3 – Revestimentos: Os materiais adequados são aqueles indicados para alto tráfego e uso. Não podem ser delicados e frágeis, assim como os móveis, pois é preciso lembrar que tudo deve ser super-resistente. O manuseio dessas peças não será feito com o mesmo cuidado que em uma residência.

 

4 – Cores: Com relação à paleta mais indicada, não existe uma regra para o uso das cores, tudo varia de acordo com a proposta, conceito e identidade do restaurante.

 

5 – Pé-direito: Em locais mais amplos, o pé direito alto é uma vantagem, pois deixa o estabelecimento mais imponente. Já para quem prefere um ambiente mais aconchegante, o indicado é pintar o teto de cores escuras para “camuflar” a altura. O efeito dá uma ilusão de profundidade e de não saber ao certo onde o teto começa e termina.

 

6 – Aproveitamento de Espaço: As mesas quadradas facilitam as mudanças no dia a dia, as redondas ocupam mais espaço e não podem ficar juntas. É importante lembrar-se disso na hora de definir o layout.  Em restaurantes, a circulação precisa ser mais fluída, às vezes são necessários alguns móveis de apoio. Em bares, a distância entre as mesas pode ser menor, pois são servidos drinks e porções mais fáceis de serem manipulados. É muito importante realizar a separação entre a entrada principal e Separar a entrada principal da entrada de serviço também é muito importante, pois a carga de alimentos e bebidas é sempre volumosa.

 

7 – Amplitude e Aconchego: Em lugares pequenos, os espelhos atrás das mesas deixam os ambientes maiores e são simpáticos, pois refletem o restante do restaurante. Os sofás também são soluções ótimas, utilize um modelo contínuo que ocupe toda a parede, que permite que mais pessoas sentem em uma mesma mesa. Para deixar a atmosfera mais intimista, uma boa ideia é criar “lounges” entre as mesas de formato tradicional. Escolha móveis de formatos e alturas diferentes para quem está na espera etc. Evite grandes paredes brancas, tentando ocupá-las com algum revestimento marcante.

 

8 – Ruídos e Odores: Para evitar barulho indesejado, o ideal é escolher revestimentos que abafam o som como o forro de gesso, por exemplo, móveis estofados e com poucos metais também absorvem os ruídos, além disso, piso e paredes de madeira são bem-vindos. Para evitar o mau cheiro, quando a cozinha fica muito próxima ao salão, o mais indicado é adotar exaustores. O ideal é evitar o uso de chapas que fazem muita fumaça. Na hora de posicionar a cozinha no layout, dê preferência para lugares com janelas, onde tenha ventilação natural.

 

9 – Áreas Externas: No caso de restaurantes maiores, a área externa pode funcionar como espera ou um local mais descontraído, com bancos e móveis versáteis. No caso dos menores, estas áreas podem funcionar como uma continuação do espaço interno. Desta forma é importante pensar em um teto retrátil para evitar a chuva. Em ambos os casos, um projeto de paisagismo com árvores e plantas deixam os ambientes com aspecto de jardim. Cores alegres também combinam bastante.

 

10 – Lembrete Final: Sempre tenha profissionais qualificados e especializados para auxiliar em todas as etapas da obra. Planejamento, acompanhamento e segurança são essenciais para todos os tipos de projeto.
  

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