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Uruguaio fatura R$ 10 milhões com massas gourmet no Brasil

Fornecendo para mais de 160 restaurantes no Brasil, a Pissani Massas Gourmet aposta em clientes de classe alta

25/11/2015

O engenheiro civil uruguaio Carlos Pissani nasceu numa tradicional família italiana e desde pequeno viu seus parentes produzir massas caseiras. Por causa da receita de sua bisavó, decidiu trocar o mundo da engenharia para empreender no ramo da gastronomia. Saiu do Uruguai, onde a família vivia há algumas gerações, para abrir seu negócio no Brasil. Hoje, é dono da Pissani Massas Gourmet, empresa que produz uma tonelada de massa por dia para 160 restaurantes do país.

 

Antes de decidir que iria empreender na cidade de São Paulo, Carlos Pissani trabalha na sua área de formação – e, sempre que tinha um tempinho, fazia massas no restaurante de sua mãe. “Chegou um momento em que decidi trabalhar de vez com as massas”, diz o uruguaio de 48 anos.



Então convidou sua mulher para realizar uma pesquisa de mercado em algumas cidades com potencial para o seu negócio. “Nós procuramos muito e chegamos a conclusão de que São Paulo seria ideal. Pois é a grande capital gastronômica da América Latina.”

 



Chegando ao Brasil



Em 2006 o casal desembarcou na cidade de São Paulo para tentar colocar em prática o sonho de vender as massas da sua família, mas logo encontraram uma série de dificuldades. Segundo o empreendedor, a burocracia atrasou em quase um ano o lançamento do seu estabelecimento.

 

“Ficamos tentando superar as barreiras da burocracia. Tudo estava montado e a documentação não ficava pronta”, diz Pissani. Em dezembro de 2007 o empreendedor lançou sua primeira loja na capital São Paulo, na região do Jardins, vendendo massas frescas congeladas para serem preparadas em casa.



Voltada para a classe média alta, a empresa tinha, no começo de sua operação, comidas sofisticadas, por exemplo, o ravióli de mascarpone com caviar. “Era um nicho novo. Decidi apostar em um mercado que tinha muito para crescer”, diz Pissani.



Raviólis gourmet



Para a preparação dos produtos, a empresa firmou parceria com importadores alimentícios. “Compramos a matéria-prima, fazemos as massas e entregamos o produto. É um trabalho artesanal. Todas as massas são feitas a mão”, afirma.



Atualmente, a empresa produz 40 tipos diferentes de massa. Entre elas estão sorrentini de queijo negro, coccolino de camembert com nozes de macadâmia, redondito de brie com mel ao tartufo e ravióli de doce de leite com banana-da-terra e amêndoas. O valor do quilograma das massas varia entre R$ 70 (mais barata) a R$ 140 (mais cara). 



Produzindo cerca de uma tonelada de massa por dia, a marca hoje está com dez lojas espalhadas pelo Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Recife e Maceió – e pretende abrir mais duas lojas até o final de 2015, uma delas em Manaus. Segundo Pissani, o faturamento do grupo - todas as lojas do Brasil - chegou a R$ 10 milhões no ano. 

 

 

Franquias



O sucesso dos seus produtos motivou Pissani a investir em um projeto de franquias. “Já estamos com mais de 50 solicitações de franqueados. É um estilo de negócio que o brasileiro gosta. Estamos contentes com a decisão.”



Segundo o empreendedor, o projeto deve trabalhar com diferentes tipos de modelos, como quiosques e lojas de rua. O investimento inicial para se tornar um franqueado deve ir de R$ 150 mil a R$ 200 mil.



Sobre a possibilidade de abrir o seu restaurante próprio, Pissani é contra. “A empresa é um fornecedor reconhecido. Eu particularmente estou muito contente em fazer esse papel”, diz.

 

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