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Restaurantes têm prejuízos com falta de energia em São Paulo

Após temporal, estabelecimentos ficam sem energia elétrica e funcionamento é afetado

14/01/2015

Restaurantes da capital paulista, alguns comandados por chefs de cozinha renomados, amargaram prejuízos com a falta de energia que afetou algumas regiões depois do temporal desta segunda-feira (12).



Os ventos de até 85 km/h derrubaram muitas árvores na capital paulista, o que contribuiu para o grande número de residências e comércios sem luz, segundo a Eletropaulo. A Prefeitura diz que foram 78 quedas registradas em toda cidade.


O Maní, restaurante da Zona Oeste cuja cozinha é comandada por Helena Rizzo, eleita melhor chef mulher do mundo pela revista inglesa “The Restaurant” em março do ano passado, é um dos estabelecimentos que sofreu com a falta de energia. O Maní entrou na lista dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo pela primeira vez em 2013, ocupando o lugar 46º.


Os donos do restaurante recorreram ao perfil no Facebook para relatar a dramática situação: “Manietados (de mãos amarradas), nesta terça-feira. Quilos de comida jogados fora, quarenta funcionários procurando meios de minimizar os estragos, caminhões de geradores chegando para salvar o serviço do jantar, porque hoje o Maní não abriu para o almoço. Sem água, nem energia elétrica desde ontem (segunda-feira, 12)."

 



A situação também ficou crítica para comerciantes da Rua Joaquim Antunes, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, informou o SPTV. Em um restaurante, os poucos clientes que foram ao local se depararam com um aviso na porta, avisando que não seriam aceitos pagamentos com cartões. “Só dinheiro ou cheque”, avisava.

 

Sem luz desde às 16h de segunda, a cozinha funcionou à luz de velas, mas os produtos que estavam nas geladeiras estragaram e não havia mais o que preparar para os clientes.



“A gente perdeu muita proteína, carne e peixe, toda a nossa produção diária, foi para o lixo. Os nossos sorvetes, sobremesas, tudo. Na verdade, de ontem para hoje, quase tudo”, disse Antonnyela Vasconcelos, chef de cozinha.



Em uma lanchonete ao lado na mesma rua, o sorvete derreteu e a cerveja esquentou, afugentando os clientes. “Não tem televisão, não tem ar-condicionado, não tem ventilador, quer dizer, praticamente deixamos de vender tudo”, reclamou o proprietário do estabelecimento, João Alves.



Fonte: G1

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