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Rentabilidade cresce e prejuízos são cada vez menores, aponta pesquisa da Abrasel

Dados foram divulgados durante a feira Fispal Food Service e mostra que o setor de alimentação fora do lar segue crescendo, mesmo que timidamente, após recessão

12/06/2017

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel

O setor de alimentação fora do lar amargou dados nada positivos nas pesquisas realizadas pela Abrasel no primeiro semestre de 2016. Porém, essa realidade apresentou mudanças no primeiro trimestre de 2017. Segundo dados divulgados pela Abrasel, em parceria com a Fispal Food Service, a área apresentou uma curva de crescimento positiva em relação à rentabilidade das empresas e, como consequência, menos empresas tendo prejuízos.

Os dados vêm evoluindo desde as duas últimas pesquisas. Como indicador de melhoria, as empresas que apresentaram rentabilidade superior a 10% estão em 18%. Nas últimas duas pesquisas os dados foram de 14% e 17%, respectivamente.

Na mesma linha positiva, o número de empresas realizando prejuízo continua reduzindo. Após atingir o pico de 39%, este indicador atingiu 33% e agora chega a 31%. Esta queda contínua, mas com menor intensidade, leva a Abrasel a rever a sua expectativa de final de ano em relação ao número de empresas fazendo prejuízo, que passa a ser uma em cada quatro (25%) fazendo prejuízo ao final de 2017 – um número ainda muito elevado, considerando que em períodos de normalidade econômica esse número gira em torno de 5%.

Para presidente da Abrasel, consumidor perdeu o medo de gastar no setor

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, aponta como fatores relevantes para a melhora do setor o comportamento do consumidor e um esforço de produtividade por parte das empresas. Esse último não refletido nas análises do ano passado, começam a aparecer agora e é fruto do investimento de empresários que otimizaram seus negócios por meio de automação e qualificação. “Nesse ano, o ganho de produtividade está permitindo melhorar a rentabilidade”, afirma.

Já em relação ao consumidor, Paulo traça um paralelo interessante. “Se a crise não acabou, o desemprego continua aumentando, de onde vem essa melhora? Houve um efeito manada e mesmo que não perdeu o emprego, teve o comportamento de gastar menos. Com a melhoria da expectativa econômica, os consumidores relaxaram um pouco. Tinha gente que passou a gastar mais agora porque o medo passou”, pontua.

De acordo com o Solmucci, um mercado dentro da normalidade precisa que mais da metade das empresas tenham rentabilidade acima de 10% e que empresas levando prejuízo seja de apenas 5%. “O período de normalidade ainda não vai acontecer esse ano, mas o ano que vem estamos acreditando que vamos voltar para ele”, finaliza.  

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