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Redes internacionais de alimentação fora do lar invadem o Brasil

Por Gilberto Di Santi

16/09/2014

O brasileiro não precisa mais embarcar em longas viagens para experimentar a culinária oferecida em grandes redes americanas e europeias. Recentemente, o Brasil se tornou destino de negócios e expansão de empreendimentos como a padaria belga Le Pain Quotidien, a hamburgueria  Carl`s Jr e a rede de frutos do mar Red Lobster,  redes que já operam com sucesso no País. 


Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF) este movimento tem se intensificado nos últimos três anos e parece não arrefecer. Prova disso são as grandes redes que prometem desembarcar no Brasil, como por exemplo  a americana de casual dining The  Cheesecake Factoty, a rede de comida chinesa PF Chang`s e a lanchonete Johnny Rockets. Essas redes planejam sua expansão no Brasil, iniciando em pontos estratégicos do Rio de Janeiro e São Paulo.


Para analistas do setor, adaptação às exigências e preferências do mercado local, localização e a escolha de fornecedores que entendam às necessidades da operação são pontos fundamentais para o sucesso das redes estrangeiras em terras brasileiras. Afinal, todos se lembram das redes Dunkin`Donuts e TGI Friday`s, que saíram do País, respectivamente, em 2003 e 2010. 


Já do ponto de vista dos empreendedores locais, o desembarque de tantos nomes estrelados, além de significar forte concorrência, trará ótimas oportunidades de reafirmar valores locais e aprimorar a operação visando atrair ainda mais clientes. 


Outro problema para as redes estrangeiras é a escolha de fornecedores, que é o calcanhar de Aquiles em qualquer setor. A escolha correta é fundamental e, para as redes estrangeiras, esta seleção e escolha não é tarefa fácil.  Ter parceiros que possuam solidez de mercado, sejam inovadores e conheçam profundamente o mercado de food service nacional é extremamente vantajoso para as operações locais. 


Seja do simples fornecedor de pão, aos essenciais e específicos softwares de gestão, pagamento e administração, sobretudo em um país como o nosso com especificidades culturais, gestacionais e fiscais tão peculiares.  


Por fim, mesmo com todo o know-how, essas renomadas redes precisam adaptar seu estilo à nossa brasilidade e lembrar que “sambar” não é uma tarefa fácil para gringos. 


Já os pequenos e médios empreendedores locais devem aproveitar essa falta de ritmo e focar em nichos de mercado específicos, utilizando principalmente aquilo que o povo brasileiro tem de melhor, a saber, a cordialidade e sua famosa arte de inovar, lembrando que além do futebol e samba, temos muitas coisas que são impossíveis de serem copiadas. Afinal, alguém consegue, imaginar uma empresa estrangeira vendendo brigadeiro no Brasil?

 

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