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Pai e filho faturam com licores e cachaças artesanais

A microdestilaria Hof tem capacidade para produzir 1200 litros de bebidas

15/04/2015

Em um pequeno sítio em Serra Negra, no interior de São Paulo, Matheus e Martin Braunholz, pai e filho, criaram a microdestilaria Hof. Na contramão das principais recomendações do mercado, o negócio se diferencia pelo menor uso de tecnologia possível. As receitas são artesanais e resultam em cachaças e licores feitos em pequena quantidade e que já garantiram prêmios à marca.

 

Martin Braunholz conta que a ideia era produzir queijo de cabra. “Começamos criando cabra e tentando fazer queijo. Acabamos desenvolvendo um produto que deu super certo”, diz. O produto em questão é um licor de doce de leite de cabra, uma espécie de amarula. “Compramos um destilador de cobre, e queijaria passou a ser uma destilaria”.

Em 2013, os empreendedores começaram a formalizar a empresa. “Pesquisando, vimos que no exterior existia um boom de microdestilarias. Ao invés de comprar um produto de massa, as pessoas queriam algo mais personalizado. A gente sabe que existe milhares de produtores de cachaça e quis fazer uma linha de produtos inédita”, afirma.

 

Entre as receitas diferentes da Hof está um licor à base de café – produto típico da região - e laranja. “Foi baseado em um licor de café da Espanha, mas foi adaptado pras nossas condições. Usamos café tipo arábica de Serra Negra, torrado na medida. A laranja é cortada em finas lascas. Deixamos em infusão, com algumas especiarias e fazemos a destilação, uma coisa que não é comum para licores”, diz.

 

As bebidas, como a Cachaça Alma da Serra, bidestilada e descansada em barris de carvalho, podem ser encontradas em pontos de venda como o restaurante Tordesilhas, em São Paulo. “Ainda que a economia esteja muito ruim, a gente tem sentido uma receptividade muito grande. A ideia é ao longo desse ano abrir mais pontos de venda, e até o ano que vem chegar à capacidade de produção, com margem de 30%”, afirma.

 

O negócio recebeu investimento de R$ 250 mil. O plano é que o negócio fatura cerca de 100 mil reais quando estiver produzindo o máximo de sua capacidade. “A gente pegou receitas antigas e chegou a uma linha que ninguém tem. A produção é pequena, tenho capacidade de fazer 1200 litros por mês. Hoje, a gente produz e vende 150 litros por mês. Temos um cuidado especial de fazer produto de altíssima qualidade. Somos uma destilaria pequena e pretendemos manter isso, lançando mais um ou dois produtos, mas tudo com muita calma”, diz Braunholz. (PEGN)

 

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