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O mercado de cafés

Presente em todos os encontros e estabelecimentos, a bebida movimenta bilhões de dólares somente no Brasil, hoje o maior produtor e segundo consumidor do mundo

26/08/2015

Segunda maior commodity do mundo, o café movimenta 100 bilhões de dólares somente no Brasil, superando o mercado cervejas. O País é o maior produtor de café do mundo e está prestes a se tornar o maior consumidor. “Produzimos 35% do café mundial e consumimos cerca de 20 milhões de sacas por ano, perdemos somente para os Estados Unidos. Em breve, em dois ou três anos, devemos nos tornar o maior consumidor do mundo”, afirma Rafael Branco Peres, sócio-diretor do Café do Centro. 


O brasileiro tem uma ligação forte com a bebida, que é sinônimo de encontro com os amigos e reunião de negócios. Apesar da posição do produto no mercado e dia a dia do brasileiro, na opinião de Josiane Batista, diretora da JJ Food Solutions, o mercado interno, por não ter conhecimento da riqueza nutricional do café, não explora com eficiência este segmento. “Produtos à base de café deveriam ser mais produzidos e com certeza seriam deliciosos, e eficazes em vários ramos”. 

 

Plantação de Café

 

 

Origem

Arthur Moscofian Jr, presidente do Café Gourmet Santa Monica

 

 

Existem várias histórias sobre a origem do hábito de consumir café. A mais relevante, segundo Arthur Moscofian Jr, presidente do Café Gourmet Santa Monica, e Rafael Branco Peres, vem da Etiópia. “Diz a lenda que um pastor observava as cabras quando notou que elas ficavam alegres e felizes quando mastigavam certa fruta, que era o café. Ele começou a fazer a infusão na água quente e percebeu que a bebida tirava o sono. Passou a cultivar o café no monastério, há cerca de mil anos”, conta o sócio-diretor do Café do Centro.

Já no Brasil, as primeiras plantações de café surgiram em 1720. O produto foi a base de nossa economia por muito tempo. “Os árabes não queriam difundir pelo mundo as mudas de café pelo seu alto preço e raridade. Porém, quando os holandeses as trouxeram para o continente sul americano, um militar brasileiro contrabandeou algumas mudas para o Brasil, iniciando assim nossa história com o café”, relata Moscofian.

 

 

 

 

Produtos especiais

 

O mercado de café tradicional cresce de 1 a 2% ao ano, um crescimento orgânico que apenas acompanha a evolução da população. Já os especiais crescem de 25 a 30% ao ano no Brasil. “Cresce o consumidor mais exigente, que quer mais qualidade do que preço. Os produtos especiais são uma tendência de mercado, seja de vinhos, cervejas, azeites ou água, tudo está mudando, é onde está o novo consumidor”, justifica Peres.


Segundo os especialistas, as vendas de café gourmet crescem mesmo em períodos de crise, cenário que se estabelece como tendência no segmento. “O mercado de café tradicional ainda é o preferido dos brasileiros, porém esta preferência vem mudando a cada ano devido a busca por uma qualidade superior encontrada nos cafés especiais e gourmets. Existe uma diferença enorme entre as regiões produtoras de cafés no Brasil, associado a variedade e ao processo de colheita. Alguns cafés chegam a alcançar valores bem acima da média do mercado”, diz Josiane Batista. 


“O Brasileiro não quer mais um produto genérico, busca nos produtos especiais uma referência, um conceito de vida que lhe proporciona prazer e da satisfação. Quase todo segmento de mercado busca no diferencial de qualidade, um ponto importante para conquistar cada vez mais o consumidor, e o café não poderia ser diferente. No caso específico do Brasil, o fator essencial foi o aumento do poder aquisitivo de comprar do brasileiro, que permitiu a ele a busca por uma qualidade de vida  mais saudável”, acrescenta a diretora JJ Food Solutions. 

 

Café Santa Mônica

 

 

 

 

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Em determinados locais, como padarias e cafeterias, a bebida tem representatividade maior, mas qualquer ponto que oferece alimento fora de casa tem, e precisa ter, o produto. “O cliente registra uma experiência boa do estabelecimento se gostou do café”, destaca Rafael Branco Peres.


O executivo explica que o brasileiro durante muitos anos se acostumou a consumir um produto de baixa qualidade. “Nós produzimos o melhor café, mas o exportamos e consumimos aqui o de baixa qualidade. O brasileiro consome um café de baixa qualidade em casa e conheceu cafés de boa qualidade fora do lar, em cafeterias e padarias, que selecionam uma qualidade melhor. Quem transforma o café compra um produto melhor, um café bom é um fidelizador. Um café bom ou ruim torna-se referência de um local e marca, que vende mais caro, então tem que ter um valor agregado que justifique”.

 

Brown CaféConsiderando o consumidor e a mais nobre seleção de grãos, a Brown Café está entre os melhores cafés do Brasil por possuir notas de caramelo e chocolate em seu sabor, além do excepcional equilíbrio entre o gosto adocicado e cítrico, resultando em um produto de gustação incomparável. Esse distinto café é cultivado a uma altitude de mais de 1.200 metros em uma propícia região do cerrado mineiro e seguindo um rigoroso processo de preparo, da escolha da muda até a secagem em terreiros suspensos. Dessa forma, o produto final alcança uma uniformidade e fica livre de contaminações.

 

Café do Centro

O mercado de cápsulas é uma tendência. O Café do Centro fabrica 13 tipos de cápsulas e mais de 50 tipos produtos superiores e gourmet. Entre as novidades estão as cápsulas dos Cafés de Origem, nas versões Paraná, Mogiana, Espírito Santo, Bahia, Sul de Minas e Cerrado Mineiro. Além do sabor, as embalagens também merecem destaque, pois fazem alusão à cultura das fazendas das regiões cafeicultoras do Brasil. Certificado pelo selo RAC (Rainforest Alliance Certified), a empresa, que ano que vem completa um centenário, foi premiada em 2014 com “Melhor Café Cereja Descascada do Serrado”. Suas cápsulas são compatíveis com as máquinas Nespresso.

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