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Iniciativa da Abrasel quer saber onde foram parar os camarões

Site especializado explana sobre o problema que atinge os criadouros da iguaria e dificuldades para importação

17/04/2017

Na moranga, no strogonoff, no yakisoba ou até mesmo no espeto, o camarão é um dos frutos do mar mais consumidos e adorados no Brasil. Se dividindo em diversos tipos, os camarões possuem sabor marcante e único.

Diversos restaurantes apostam em pratos com camarões para agradar o paladar dos clientes. Porém, nos últimos anos, mais precisamente na última década, o camarão tem cada vez mais sumido da mesa dos brasileiros.

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) quer saber onde foi parar camarão. Mais precisamente, o órgão criou um site com todas as informações sobre a criação do produto e sua dissipação do mercado.

É possível acompanhar informações como o preço do produto, que chega a ser vendido por R$300 o quilo (http://camarao.info/quilo-camarao-chega-ser-vendido-por-r-300-em-oferta/), crise do camarão veiculada na grande mídia (http://camarao.info/folha-de-sp-e-revista-veja-mostram-crise-camarao/) e como os criadores brasileiros do produto querem, a todo custo, barrar sua importação (http://camarao.info/criadores-de-camarao-tentam-enganar-senadores/).

O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, pontuou em carta aberta que Em primeiro lugar, é importante pontuar que a produção nacional de camarões para abastecimento do mercado interno não só está estagnada há mais de uma década como vem sendo comprometida recentemente pela propagação do vírus da mancha branca.

Apesar de não causar qualquer dano aos consumidores, esse vírus tem alto impacto na capacidade produtiva deste mercado, já que a taxa de mortalidade é de, pelo menos, 40% dos camarões cultivados. As consequências são a redução da capacidade de entrega frente à demanda de baresrestaurantes, hotéis e supermercados, uma vez que a vazão do mercado interno é de 3 (três) a 4 (quatro) vezes maior do que a produção nacional, além de um aumento exponencial de custos, que não consegue ser absorvido pelo mercado da alimentação, em especial pelos bares e restaurantes.  (Confira a carta na íntegra aqui).

Importação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento realizou uma análise de risco de importação do camarão e emitiu parecer favorável. O produto deverá vir do Equador, grande produtor da iguaria, após credenciamento devido das empresas produtoras. O crustáceo chegará ao brasil limpo, eviscerado e sem cabeça, apenas com o filé.

“Nesse cenário, deve-se ressaltar que o camarão proveniente do Equador possui credibilidade fitossanitária a salvo de qualquer contestação, mesmo porque é exportado para diversas potencias mundiais, como Estados Unidos e que possuem sistemas de proteção sanitária reconhecidamente rígidos e complexos”, afirma Paulo.

Saiba mais em: http://camarao.info/

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