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Engenheira aeronáutica troca profissão para abrir lanchonete italiana

Chef e proprietária da Piadina Tree, a empreendedora Naroa Nadales trocou de carreira e de país para abrir seu primeiro negócio

09/10/2015

Para empreender não há limites, basta querer. Apesar de muito clichê, ao falar de Naroa Nadales não existe sentença melhor. A espanhola chegou ao Brasil em 2011 e montou, ao lado do seu marido, a Piadina Tree, primeiro comércio de São Paulo especializado no tradicional sanduiche italiano.

 

Toda a história começa com o romance do casal. Naroa conheceu o sul coreano Hoon Chong quando fazia um mochilão pela Europa. Formada em Engenharia Aeronáutica, a espanhola estava na Itália fazendo uma especialização, quando Hoon a pediu em casamento. Além do estado civil, Naroa também mudaria de cidade e de profissão.

 

Antes de vir para o Brasil, ela aproveitou sua estadia em Pisa para trabalhar em um restaurante e aprender a receita original da piadina. Após aceitar o pedido de Hoon e se mudar, não demorou muito para seus amigos perceberem o talento da espanhola na cozinha. Nascia assim, a Piadina Tree.

 

O prato, originário da região de Emilia-Romagna, é um sanduíche, em formato semelhante ao taco, porém caracterizado por apresentar uma massa crocante por fora e macia por dentro. A receita feita à base de farinha, água, sal e um fiozinho de azeite, não era muito popular entre os brasileiros. “As pessoas achavam que era um beirute ou um wrap. Educamos o público aos poucos e todos que experimentavam pela primeira vez voltavam com a família ou com os amigos”, comenta Naroa.

 

O grande diferencial do sanduiche deve-se a leveza da massa artesanal somada ao recheio diferenciado, composto por ingredientes nobres, frescos e de alta qualidade. A ideia é ser um fast food, sem ser junk food. “Estamos provando que é possível se alimentar bem, com alimentos nobres, saborosos e saudáveis, sem perder muito tempo”, ressalta. A empreendedora está indo no caminho certo, uma vez que a piadineria foi premiada por dois anos consecutivos pelo melhor sanduíche no voto popular da Veja Comer e Beber.

 

 Hoje, já com quatro anos de funcionamento, a Piadina Tree comporta 84 pessoas e fatura, em média, R$110 mil por mês. “Apostamos alto por ser uma ideia inovadora e diferente. Se abríssemos uma pizzaria, por exemplo, não teríamos como nos diferenciar. Queríamos trazer algo realmente novo para o Brasil”, lembra Naroa.  Para 2015, a expectativa é crescer entre 30 e 40% e abrir uma nova unidade até o final do ano. Ao que tudo indica, a meta será batida. Em média, são vendidas cerca de 5 mil piadinas/mês.

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