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Empreendedores investem em “papinha para adultos”

Frutas amassadas em embalagens práticas são a nova moda no mercado de alimentação saudável

15/03/2016

 

Frutas amassadas, sem açúcar ou conservantes, que podem ser consumidas em qualquer lugar. Basta tirar a tampinha. Esta é a proposta de novas empresas no mercado brasileiro para ganhar uma fatia do bilionário setor de alimentos saudáveis. A previsão é que, até 2019, esse segmento movimente R$ 110 bilhões, crescendo mais de 50%, segundo a consultoria internacional Euromonitor.

 

 

Os dados no mercado brasileiro animam ainda mais: o consumo dobrou nos últimos cinco anos. Segundo o relatório, 28% dos brasileiros conferem o valor nutricional e colocam esta informação como essencial na hora de consumir. Outros 22% preferem comprar alimentos naturais e sem conservantes.

 

 

É neste mercado que empresas como a Pic-Me e a FrutaJá pretendem crescer. Utilizando uma tecnologia de embalagem criada pela Nasa, nos anos 1960, as duas oferecem “papinhas” de frutas em embalagens do tipo squeeze para facilitar o consumo de alimentos naturais. O pacote é feito com três camadas de plástico e uma de alumínio e não contém ar, além de um bico que evita vazamentos, o que era essencial para os astronautas em órbita.

 

 

 

Sem adição de açúcar ou conservantes, o segredo é manter a papinha totalmente livre de oxigênio, fazendo com a validade dos produtos seja superior a um ano. “Fruta é complicado de comer. Se você carregar uma carambola na mochila, no final do dia vai amassar e estragar”, Guilherme Rodrigues, 49 anos, doutor em nutrição e sócio da Pic-Me.

 

 

Criada em novembro de 2015, a empresa tem Rodrigues, o empresário Pedro Navio, consultoria de negócios Play Capital e dois fundos de investimento no comando. “Não posso abrir dados financeiros, mas a gente está bem dentro da meta. Estamos até nos organizando para conseguir administrar a expansão nesta velocidade”, diz Rodrigues.

 

 

Presente em 2000 pontos de venda só no estado de São Paulo, a empresa planeja chegar a 6000 no final do ano vendendo potinhos de frutas a R$ 6,49. A produção toda acontece no Chile, por ser um “grande produtor de frutas”, e usa embalagens importadas da Itália.

 

 

A FrutaJá, apesar de usar ingredientes brasileiros, também escolheu importar os produtos. Os produtos são fruto de uma parceria entre a brasileira King of Palms, especializada em produtos amazônicos, e a francesa Adros, uma das principais processadoras de frutas da Europa. “Eles vieram nos procurar para a parceria. A gente manda a polpa congelada do açaí para França, eles misturam com outras frutas, e mandam para gente já com essa embalagem”, diz Claudio Guimarães, diretor geral da FrutaJá e sócio fundador da King of Palms.

 

 

Resultado de um investimento de R$ 4 milhões, a nova empresa foi também uma forma da King of Palms aproveitar ainda mais o açaizeiro que gera o palmito. “A gente só tratava do palmito. Vendemos outros produtos, mas nunca tínhamos industrializado a polpa do fruto, que é o açaí”, diz Guimarães. Com sabores tropicais, a empresa pretende vender até 20 milhões de unidades em três anos. “A ideia é chegar em R$ 50 milhões em faturamento”, afirma.

 

 

Fonte: pegn

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