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Dupla traz restaurante Tony Roma’s para o Brasil e fatura R$ 9,6 mi por ano

Carlos Passos e Carlos Miranda juntaram a vontade com o know-how e se tornaram os responsáveis pela expansão da rede no país

05/05/2015

Foi durante uma viagem a trabalho ao exterior que Carlos Passos descobriu a cadeia de restaurantes Tony Roma’s. A marca nasceu no início da década de 1970 em Miami, Flórida, nos Estados Unidos e, desde então, tornou-se uma rede especializada em costelas e grelhados com mais de 150 unidades ao redor do mundo.

 

De volta ao Brasil, Passos comentou sobre a qualidade do Tony Roma’s com seu amigo, o empreendedor Carlos Miranda, que já possui alguns negócios - um bar, um restaurante e uma casa noturna - na região do ABC, em São Paulo. “Um tempo depois da nossa conversa, Miranda teve a oportunidade de experimentar a comida do restaurante em uma viagem e veio falar comigo quando voltou. Foi assim que começou a nossa história”, diz Passos.

 

Ele e o amigo se tornaram sócios e começaram a fazer reuniões com a marca. As negociações que começaram em 2011 e foram consolidadas no ano seguinte resultaram na primeira unidade do Tony Roma’s em solo brasileiro, no bairro de Moema, em São Paulo. A inauguração foi feita em janeiro de 2014 e os executivos da marca gostaram tanto do trabalho da dupla Passos e Miranda que concederam a eles os direitos de franquias da rede no país inteiro.

 

Treinamento e gestão são dois conceitos levados muito a sério pelos executivos do Tony Roma’s. Durante o período de construção do primeiro restaurante no Brasil, a rede levou os quatro gerentes da unidade brasileira para passar três meses em um processo de treinamento em sua matriz, em Orlando, Flórida. Além disso, vinte dias antes da abertura, a marca mandou uma equipe para treinar os funcionários do Tony Roma’s de Moema.

 

Os resultados após a inauguração dessa primeira unidade foram recebidos muito bem pela rede. Atualmente, o faturamente mensal do restaurante fica na média dos R$ 800 mil. “Passado um ano de casa, eles convidaram nossos gerentes e subgerentes para darem treinamentos em unidades que estão em vias de serem abertas no México e na República Dominicana”, afirma Passos. “Estamos exportando nossas pessoas para abrirem outras casas e isso é motivo de orgulho. Levamos essas oportunidades muito a sério.”

 

Os empreendedores não pretendem franquear os restaurantes, e sim de fazer sociedades nas quais tenham um percentual de participação. Como a maioria das marcas de grande porte são geridas por grupos igualmente grandes, Passos e Miranda ainda possuem algumas dificuldades, mas estão aprendendo ao longo do caminho. Na primeira unidade, por exemplo, investiram R$ 5,5 milhões, já na segunda, que será aberta no Shopping Morumbi, em São Paulo, no segundo semestre deste ano, o investimento foi de R$ 3,5 milhões. Tudo por conta de pequenas economias e relações com fornecedores que os sócios descobriram ao longo do caminho.

 

No momento, o projeto é de abrir 30 unidades no país nos próximos anos, primeiro realizando a expansão em São Paulo, e depois passando para outros estados como Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

 

Com o negócio em crescimento, os sócios dividem as funções: Carlos Miranda, que já possui o know-how do segmento, está focado na parte operacional, enquanto Passos fica na administração e no comercial.

 

Para Passos, que passou boa parte de sua carreira como funcionário de outras empresas, empreender é recompensador é gratificante ao mesmo tempo. “A diferença é muito grande e sem dúvidas as exigências são maiores. Mas também existe uma satisfação muito grande de poder participar desse empreendimento. Aqui tenho a oportunidade de mostrar o meu conhecimento e aprender um pouco mais todos os dias”, afirma. (PEGN)

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