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Desempenho de empresas familiares no Brasil supera a média internacional

Na era das fusões, negócios sobrevivem às tentações e permanecem com espaço importante no mundo dos negócios

15/12/2014

Na era das fusões, aquisições e executivos altamente recomendandos, um estudo recente indica que a tendência por empresas familiares vai de vento em popa no Brasil.

 

Realizada pela Pwc, o levamento aponta que o desempenho das empresas familiares no País supera, inclusive, a média mundial. Enquanto 79% das empresas brasileiras cresceram nos últimos 12 meses e 76% esperam manter os resultados positivos nos próximo cinco anos, globalmente esses índices são de 65% e 85%, respectivamente.

 

O levantamento foi realizado com mais de 120 companhias familiares no Brasil, enquanto que no mundo foram 2,4 mil pessoas entrevistadas.

 

Esse dado pode ser considerado a cereja no bolo do assunto que, ultimamente, volta a ser comentado por especialistas e empresários, dada a boa fase dos negócios familiares pelo mundo - seja de pequeno, médio e até de grande portes.

 

Há alguns dias, por sinal, a revista Economist publicou uma longa reportagem tratando do tema. O que motivou o interesse do veículo foi o fato de que da lista de 500 maiores fortunas pelo mundo, 19% das companhias ali posicionadas eram controladas por famílias.

 

Para se ter uma ideia do peso desse modelo de gestão, multinacionais como Walmart, Samsung, Foxconn, Exor e Glencore, apesar de serem hoje companhias de capital aberto, têm a família de seus fundadores com pelo menos 18% das ações e, exatamente por isso, um alto poder de decisão nos rumos dos negócio (incluindo a indicação do CEO).  

 

Mas seja de capital aberto ou fechado, há entre especialistas aqueles que defendem a empresa familiar elencando algumas vantagens nesse tipo de negócio quando comparado com outros modelos de gestão.

 

Em primeiro lugar, e isso é um dado histórico, empresas comandadas ou fortemente influenciadas pela família fundadora tendem a desfrutar de uma maior perspectiva de futuro para a marca.

 

Segundo estudo da Universidade de Nova York, negócios tocados por famílias também costumam ser mais afetivos quanto à relação com os colaboradores.

 

Portanto, se você toca uma empresa familiar e se preocupa com o futuro do modelo, o melhor a fazer é investir na transição para as futuras gerações e, se possível, manter o negócio sob o olhar atento de filhos, sobrinhos e netos. Se preparados e dispostos para o desafio, eles representam o que há de melhor para a continuidade de seu esforço empreendedor. (Fonte: Renato Jakitas - Estadão PME)

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