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Conheça um novo modelo de cozinha colaborativa

No modelo da Ecozinha, idealizada por um casal de cozinheiros em Curitiba (PR), os clientes sentam todos em uma única mesa, sem garçons, contas e com o preço final das refeições decidido por eles mesmos

29/04/2016

No Brasil, esse novo modelo de negócio foi iniciado em Curitiba (PR), idealizado pelo casal de cozinheiros, Fátima Mazarão e Luciano Vaini. Para atender suas demandas de mercado, eles criaram a iniciativa de servir todas as refeições em uma única mesa, sem conta, sem garçom e com o preço final decidido pelo próprio cliente. Parece loucura, mas o procedimento é simples: É só chegar, puxar a cadeira e desfrutar de um menu completamente orgânicocom os ingredientes da estação. Se o movimento não estiver muito grande, os chefs até sentam para desfrutar desse momento com os fregueses. Ao final, cada um lava sua louça e o custo da comida fica em um quadro, pedindo que cada um colabore com o que achar justo.

 

 

O casal afirma que ser “anti-restaurante”, além de um diferencial, retrata, sobretudo, a atual realidade: “Queremos uma alimentação humana, voltada à cozinha afetiva. Somos anti-restaurante porque tentamos resgatar uma cozinha caseira e muitas vezes intuitiva, como nossas avós faziam”, explica Fátima, que serve um menu vegano e completamente orgânico, com “gostinho de roça”, disse.

 

 

A iniciativa ainda está em fase de adaptação e conhecimento, como em toda implantação de novas ideias que pretendem ser bem aceitas. “É necessário reeducar as pessoas para que elas voltem a ter uma relação mais íntima com o que escolhem para se alimentarem e com quem prepara seu alimento. Confiamos que com as contas abertas as pessoas criem um novo sentido na relação que possuem entre a comida e o dinheiro e compreendam que nem sempre pagar caro por um determinado prato (como um fast-food) lhes garante alimentação de qualidade”, revela a chef.

 

 

Como surgiu a ideia “Ecozinha”?

 

 

Foi cozinhando em uma república durante um mestrado em Portugal que Fátima descobriu sua vocação para culinária, e, com ajuda dos colegas que passaram a patrocinar as refeições, nasceu a ideia da culinária colaborativa. Em uma de suas empreitadas culinárias Fátima conheceu Luciano Vaini, atual namorado, que logo se tornou sócio na empreitada da Ecozinha, com quem divide a vontade de viver bem se alimentando de forma saudável e justa.

 

“Abrimos os custos e as pessoas tentam reconhecer o valor de uma refeição, e não apenas seu preço”, revela Fátima, que pretende impactar e fidelizar o público trazendo uma nova relação entre os indivíduos em sua forma de se alimentar.

 

 

Fonte: Brf-food service 

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