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Conheça a culinária Asiática por um outro olhar

Muito além dos pratos chineses e japoneses, culinária da Ásia mescla ingredientes exóticos com explosão de sabores ao utilizar especiarias para incrementar experiências à alimentação

12/09/2016

 

 

Quando se houve falar de comida asiática, logo vem à mente os deliciosos pratos das culinárias chinesas e japonesas. Porém, a gastronomia da Ásia vai muito além de sushis, sashimis e yakisoba. O Brasil possui opções limitadas de restaurantes autênticos asiáticos. Por isso, para se aprofundar ainda mais no assunto, o chef Eric Thomas, proprietário e responsável pelo cardápio do restaurante Tantra, explica sobre as curiosidades dessa culinária. O conceito que envolve as culinárias asiáticas, principalmente a oriental, são inspiradoras, pois fazem uso de técnicas simples e milenares de cozimento, que fazem a diferença na hora de saborear o prato. A parte importante de se aprofundar nessa gastronomia e trazê-la para o Brasil é tentar adaptar as formas de fazer cada receita, com os recursos disponíveis aqui no país, mas que se assemelhem ao máximo com o original. 


Esse é um dos conceitos do Mongolian Grill. Com base nas histórias dos grandes guerreiros que atravessavam países, entre eles a Mongólia e a China, introduziu-se o termo na culinária brasileira.  “Na faculdade eu comecei a criar um interesse de saber como, na época de 1503, os guerreiros conseguiam atravessar a Mongólia inteira ou a China. Como eles traziam um exército de um milhão de guerreiros, como eles comiam, o que eles comiam, como traziam isso. Os guerreiros tinham que estar bem alimentados. Pesquisei para saber como comiam, como administravam a parte da comida. Entre outras coisas, eles pegavam a carne e colocavam debaixo da sela do cavalo. O suor e o sal deixavam a carne meio que protegida e curtida. Outro conceito é que eles faziam fogo, deixavam virar brasa, pegavam seus escudos e colocavam em cima da brasa, colocavam dentro do escudo as carne, misturavam os legumes as ervas e temperos e grelhavam em cima do escudo”, conta.

 

Lagosta e camarão com frutas proibidas salpicadas com sementes de papoula do restaurante Tantra

 

Ingredientes exóticos

 

Assim como reproduzida no Tantra, a comida asiática é rica em proteínas e faz uso de vegetais e muitas especiarias, como é o caso da Índia. Já na Mongólia, as carnes utilizadas são mais fortes, como cabra, carneiro e javali. Os mongóis precisam consumir muita proteína e gordura animal, assim como laticínios, para enfrentarem os rigorosos invernos do país que chegam a 40ºC negativos. Na Ásia, como um todo, muitos ingredientes são comuns, como o arroz e grãos variados. Já a parte de frutos do mar é bastante intensa, focando em mexilhões, ostras, camarão, polvo e outros pescados. Além disso, há também uma espécie de “culto” à barbatana dos tubarões, como se fosse uma picanha aqui no Brasil. A diferença é que o ingrediente é conhecido, como explica chef Eric, como se tivesse superpoderes e resolvesse todos os problemas. Ou seja, algo mais místico. 


Como uma gama vasta de especiarias, o sabor dos alimentos traz um toque mais afrodisíaco, o que é muito forte na decoração do restaurante Tantra. Um exemplo prático disso é o casamento indiano. “Na Índia, os casamentos arranjados tem o amor dos sete dias e trabalha a questão de como aproximar duas pessoas que não se conhecem, através do paladar”, explica Eric. 

 

Chef Eric Thomas é proprietário da franquia e responsável pelo cardápio do Tantra

 

Experiências saborosas 

 

Para redescobrir o paladar através da cozinha asiática, o chef Eric Thomas viajou durante muito tempo pela Ásia Oriental, a fim de se aprofundar ainda mais na culinária daquela região e trazê-la para o Brasil da forma mais original que fosse possível. Em um dessas viagens, em Fiji, o chef foi visitar uma ilha e se deparou com uma técnica de cozimento genial. Funcionada da seguinte maneira. Após pescado, o peixe é temperado, enrolado na folha de bananeira. Depois é aberto um buraco na areia onde é feito fogo em pedras vulcânicas, que retém mais calor que as normais. Depois é só colocar o peixe dentro do buraco, as pedras em cima, cobrir tudo e voltar depois de cinco horas. Pronto. 


“O conceito simplista da Ásia de defumar o peixe no vapor, de fazer um forno improvisado que tem mil anos de uso é muito roots, bacana, divertido. Eles são muito tradicionais no que fazem”, declara Eric. Praticando a ideia de “fusion” entre culinárias de países asiáticos, o chef reuniu no Tantra, as melhores experiências gastronômicas que se pode ter em relação à Ásia Oriental no Brasil. Diferente do ocidente, os asiáticos costumam deixar a comida de molho e só preparar na hora de comer mesmo, que é o que acontece com o Mongolian Grill. As carnes e ingredientes exóticos são responsáveis por criar um misto de sabores que levam à uma nova descoberta de paladar. 


Além de poder ter a sensação apimentada, agridoce, salgada e doce ao mesmo tempo em apenas uma garfada, vale lembrar que a culinária asiática, como ressalta o chef, é saudável por natureza e possui grande influência sob a longevidade dos asiáticos. “O sistema do grill é saudável, não tem fritura. Comer isso todo dia leva à uma vida saudável a base proteínas e vegetais. Além disso, é uma das únicas gastronomias do mundo que você consegue degustar um prato e ter todas as sensações juntas em uma mordida.”, declara o chef.


Outra característica marcante da culinária asiática, além de ser saudável e proporcionar uma experiência de ricos sabores, é a beleza dos pratos. Por serem muito tradicionais com o que fazem, os asiáticos também acreditam que a organização de um prato traz mais harmonia, bem como conquista mais as pessoas que irão consumi-lo. “Quando o japonês manda fazer aquela escultura, o barco com os peixes, o cuidado da apresentação, você come com os olhos. Se você tem a opção de deixar a comida bonita, já ganhou 50% do cliente”, afirma.

 

“O sistema do grill é saudável, não tem fritura. Comer isso todo dia leva à uma vida saudável à base de proteínas e vegetais. Além disso, é uma das únicas gastronomias do mundo que você consegue degustar um prato e ter todas as sensações juntas em uma mordida” - Eric Thomas

 


Sistema Mongolian Grill

 

“O conceito simplista da Ásia de defumar o peixe no vapor, de fazer um forno improvisado que tem mil anos de uso é muito roots, bacana, divertido. Eles são muito tradicionais no que fazem”, declara Eric. Praticando a ideia de “fusion” entre culinárias de países asiáticos, o chef reuniu no Tantra, as melhores experiências gastronômicas que se pode ter em relação à Ásia Oriental no Brasil. Diferente do ocidente, os asiáticos costumam deixar a comida de molho e só preparar na hora de comer mesmo, que é o que acontece com o Mongolian Grill. As carnes e ingredientes exóticos são responsáveis por criar um misto de sabores que levam à uma nova descoberta de paladar. 


Além de poder ter a sensação apimentada, agridoce, salgada e doce ao mesmo tempo em apenas uma garfada, vale lembrar que a culinária asiática, como ressalta o chef, é saudável por natureza e possui grande influência sob a longevidade dos asiáticos. “O sistema do grill é saudável, não tem fritura. Comer isso todo dia leva à uma vida saudável a base proteínas e vegetais. Além disso, é uma das únicas gastronomias do mundo que você consegue degustar um prato e ter todas as sensações juntas em uma mordida.”, declara o chef.

 


Restaurante Tantra

 

Outra característica marcante da culinária asiática, além de ser saudável e proporcionar uma experiência de ricos sabores, é a beleza dos pratos. Por serem muito tradicionais com o que fazem, os asiáticos também acreditam que a organização de um prato traz mais harmonia, bem como conquista mais as pessoas que irão consumi-lo. “Quando o japonês manda fazer aquela escultura, o barco com os peixes, o cuidado da apresentação, você come com os olhos. Se você tem a opção de deixar a comida bonita, já ganhou 50% do cliente”, afirma.

 


Carpaccio de salmão especial do Restaurante Tantra

 

Pratos típicos

Mongólia

Buuz: É um bolinho de massa recheado com carne, cozido no vapor. Geralmente são recheados com carneiro e aromatizados com cebola e alho. Às vezes também é aromatizado com ervas sazonais. 

Khorkhog: É o churrasco Mongol. Geralmente é feito com cordeiro picado e colocado em um recipiente com pedras bem quentes. Após isso, pode-se acrescentar vegetais e outros temperos. Depois acrescenta-se água e fecha o recipiente, deixando cozinhar.
 
Bebidas: A Mongólia sofreu forte influência Rússia e também é apreciadora de uma boa vodca, que é a bebida mais popular do país. O chá de leite também tem presença forte no país. 

 

Buuz

 

 

 

 

 

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