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Como você faz a limpeza da caixa de gordura e esgoto de seu restaurante?

Estes sistemas precisam ser limpos da forma adequada para evitar mau cheiro, insetos, poluição ambiental e problemas com seus clientes e órgãos fiscalizadores

20/10/2017

Segundo dados da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, o número de interdições de bares, restaurantes e supermercados cresceu 23% entre 2010 e 2012. As principais ocorrências são a presença de alimentos vencidos, mau cheiro e vetores como ratos e baratas. Um dos motivos que trazem o odor e atraem animais indesejados é a falta de manutenção apropriada da caixa de gordura e esgoto do estabelecimento. Além do mau cheiro, o excesso de sujeira nas pias, ralos e tubulações entope o sistema de drenagem e o descarte inadequado do resíduo gorduroso causa enormes danos ao meio ambiente.

 

A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE de 2008 mostrou uma série de deficiências na coleta e tratamento de esgoto Estado do Rio de Janeiro, onde mais de 600 mil litros de esgoto são gerados diariamente sem tratamento. Nos restaurantes, a situação é ainda mais crítica, uma vez que parte da matéria resultante do processo produtivo são óleos, gorduras e graxas, ao caírem na rede coletora, interferem diretamente na eficiência das estações de tratamento de esgoto. Em temperaturas mais baixas, a gordura presente no efluente tende a se solidificar, provocando entupimentos e extravasamentos na rede.

 

Por isso, a caixa de gordura, dispositivo cuja função é reter a gordura por meio de flotação, evita que este material seja eliminado no esgoto e polua o meio ambiente. Conforme previsto na lei Nº 4991, as caixas de gordura precisam receber, obrigatoriedade, uma limpeza periódica. Porém, a maioria dos restaurantes desconhece a necessidade de manter em bom estado seu sistema de esgoto e não cumpre com as demandas especificas dos órgãos regulamentadores de controle sanitário e ambiental, colocando em risco a condição higiênica-sanitária de seu negócio.

 

Conforme levantamento realizado em 2015 com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), metade dos restaurantes apresentam odores frequentes nos mictórios e caixas de gordura, causando a perda de clientes. Dos restaurantes analisados na pesquisa, mais de 80% descarta os resíduos sem nenhum tipo de tratamento.

 

“A manutenção das caixas de gordura por restaurantes é normalmente desconsiderada, em grande parte pelo fato de o efluente presente nas caixas de gordura ter conexão com o sistema coletor de esgoto, e por isso supostamente não ser de responsabilidade de quem o gerou. O cenário que observamos é o total desconhecimento do empresário em relação às alternativas para manutenção das caixas de gordura, o que faz com que muitos utilizem métodos inviáveis ambiental e legalmente”, destaca Márcio Santos Souza, gerente de projetos da CMBio Soluções em Tratamento de água.

 

 

Como limpar adequadamente?

Ainda de acordo com a pesquisa, a minoria dos estabelecimentos que realizam uma manutenção a fazem de maneira errada. 19% utiliza caminhões limpa-fossa, um método de hidrojateamento de alta pressão que apenas retira o excesso de gordura acumulada, não atuando nos entupimentos da tubulação, gorduras solidificadas ou mau cheiro, sendo esta uma medida corretiva.

 

Uma alternativa para evitar a formação de gorduras dentro das caixas de gordura é o uso de tratamento biológico com micro-organismos, através da técnica de bioaumentação, que é a multiplicação dos micro-organismos existentes no sistema. Os micro-organismos utilizados no processo de bioaumentação em caixas de gordura são cepas formadas por bactérias do tipo bacillus, que decompõem a matéria orgânica gerada no processo produtivo impedindo a formação de gorduras, mantendo o sistema limpo e livre de entupimentos e vetores, uma vez que esses últimos são atraídos exatamente pela matéria orgânica gerada.

 

O processo elimina odores e insetos e reduz os níveis de carga orgânica para o ambiente, tudo isso sem utilizar produtos químicos cáusticos e sem precisar interromper o fluxo de trabalho, além de evitar gastos com limpezas mecânicas. Existe um vasto potencial para a implantação do uso de micro-organismos em caixas de gordura, mas seu uso em maior escala é impedido pelas barreiras culturais, visão de curto prazo e desconhecimento do mercado. O levantamento com base na RAIS identificou que apenas um dos 100 entrevistados já tinha ouvido falar do tratamento biológico.

 

 

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