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Case Mocotó: como a tecnologia ajudou a manter um atendimento cada vez mais humano, característica da casa

Além da boa comida, uma gestão eficiente foi fundamental para atingirem o sucesso, e para isso a empresa contou com sistemas tecnológicos que tornam os processos mais seguros e otimizados

16/06/2017

José de Almeida, fundador do Mocotó, e seu filho Rodrigo de Oliveira, reconhecido chef de cozinha

A casa de comida nordestina de José Almeida, mais especificamente do Sertão de Pernambuco, sua terra natal, começou apenas com um caldo de mocotó servido em copo americano, mas ainda carrega o nome do prato principal. Hoje, serve diversas opções como baião de dois e torresmo, além de ter muitos outros produtos diferenciados. A cozinha atualmente é comandada por seu filho, Rodrigo de Oliveira, que o acompanha diretamente na operação desde os 14 anos. O chef fez gastronomia e estagiou em grandes restaurantes, trazendo para o negócio da família uma culinária completa, onde se pensa na arquitetura do prato, nas pessoas, nas louças, tudo sem perder a essência da comida do Nordeste. 

Para administrar os 20 mil clientes e diminuir a fila de espera o restaurante contou com a tecnologia dos softwares de gestão


A qualidade de sua gastronomia rendeu prêmios e reconhecimentos ao Mocotó, que recebe mensalmente 20 mil pessoas para desfrutarem de seus pratos. Porém, tal sucesso não depende apenas da boa comida. Foi preciso uma gestão eficiente para gerar uma satisfação completa nos clientes e administrar todo crescimento. Nesta busca por novas maneiras de atender de forma mais rápida e eficiente, estabeleceram, em 2009, uma parceria com a Cheff Solutions, desenvolvedora de softwares de gestão para negócios do food service. 

“Era uma coisa desorganizada, o garçom tirava o pedido, montava os pratos, fazia a cobrança, limpava a mesa e demorava um pouco para o giro de mesa. O sistema trouxe uma série de fatores que não era perceptível, como agilidade no atendimento, índice menor de perda de produto de pratos errados e aumento do giro de mesa. Começamos a focar mais no cliente, pois garçom não precisa ir ao caixa ou deixar o atendimento para fazer outra coisa. Isso, de pronto, melhorou em 40% nosso tempo de serviço da casa. Tinha um giro médio de 50 minutos, hoje trabalhamos em torno de 40. A política da casa é trabalhar o maior número de clientes possíveis”, conta Ricardo Lima, gerente do Mocotó.  

A empresa precisava facilitar alguns processos. São pelo menos dois mil produtos que eram controlados por um sistema engessado


A empresa precisava facilitar alguns processos. São pelo menos dois mil produtos que eram controlados por um sistema engessado. Entretanto, o conceito da casa do Norte, que vem do povo, não permitia, por seu conceito, a substituição de pessoas por máquinas. Além disso, há muitos funcionários antigos, de um total de 60, como o garçom Josafá, que trabalha no restaurante há 38 anos, mas não tem a menor identificação com tecnologia, não tem celular e nem quer ter. Então, a empresa precisava de um sistema mais flexível e ter a certeza de que ele funcionaria na prática. 


“A Cheff Solutions nos propôs fazer um teste e em dez meses percebemos um retorno efetivo, algo que não era esperado. E estamos sempre fazendo alinhamentos muito diretos com a equipe deles. São etapas de melhoria do próprio sistema, pois a base da operação são os seres humanos. Eles sempre nos apresentam uma novidade e enxergamos a parceria como proveitosa e vital para a nossa operação. Tivemos episódios com falha de equipamento, sem sistema por algumas horas. Com este sistema tudo mudou porque ele funciona”. 

Rodrigo Oliveira, chef de cozinha do Mocotó

 

“A Cheff Solutions nos propôs fazer um teste e em dez meses percebemos um retorno efetivo, algo que não era esperado” - Ricardo Lima, gerente do Mocotó

Testando novas tecnologias

Uma novidade da empresa, que está sendo testada em primeira mão pelo Mocotó, é o Fast Payment, que começou a operar em novembro. Ricardo Lima garante que os garçons aprovaram e que com ele os pagamentos ficaram muito mais seguros, evitando fraudes para ambos os lados, o estabelecimento e o cliente. “O atendimento é mais rápido sem o empecilho de ter uma máquina de cartão para levar até a mesa do cliente. O sistema não lança uma bandeira ou valor errado”. 

“O pagamento já é finalizado na mesa e no caixa só é impresso o cupom. O garçom fica mais atuante. Temos também o controle das mesas que estão finalizando, consumindo a sobremesa, tendo um panorama de quando será liberada a mesa. Aí o cliente fecha a conta, paga pelo cartão e já vai direto para o sistema. O Fast Payment também facilita pagamentos divididos nas mesas. Tiramos seis horas de trabalho por mês da caixa com esse novo sistema”, completa o gerente do Mocotó. 

A casa serve baião de dois e caldo de mocotó, entre muitos outros pratos nordestinos

 

 

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