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Café da manhã para o dia todo

Na rua ou em hotéis, o brunch se prolifera nos cardápios cariocas

25/07/2014

Sinônimo de café preguiçoso, o brunch é pedida certeira para quem quer comer sem pressa. O nome em inglês, mistura de breakfast (café da manhã) com lunch (almoço), sinaliza um menu variado, com pães, bolos e sucos e opções de mais sustança, com direito a carnes frias, como salmão, caviar, cascatas de camarão, além de bifões e espumante.

 

Não se sabe ao certo quando e como a refeição foi criada e batizada, mas há relatos de que no final do século XIX, na Inglaterra, banquetes com esse perfil eram servidos durante a temporada de caça, conta a chef e historiadora Ana Roldão. E para o deleite dos bravos, muita comida era posta à mesa. O hábito foi incorporado pelos americanos e tornou-se mais comum nos Estados Unidos do que em seu país de origem.

 

“É um costume americano, que provavelmente começou na Inglaterra. Consiste num café da manhã mais reforçado, com alimentos da hora do café, como pães e frios, além de saladas e carnes”, explica Ana.

 

No Rio, segundo a historiadora, o costume é recente e foi trazido pelas redes de hotéis internacionais. O serviço em geral é oferecido aos domingos, como no caso do restaurante Pérgula, no Copacabana Palace. Sempre concorrido e com lista de espera, conta com 140 itens, cinco estações, incluindo frutos do mar, ostras frescas, caviar, ovas. No bufê, saladas, carpaccios, queijos, pães, antipastos (R$ 200, das 13h às 17h, incluídas bebidas e espumante Chandon liberado).

 

“Nosso brunch tem 30 anos de história e é uma das prioridades do hotel. Muitas pessoas vêm de fora só para ter esse momento no domingo com a gente”, conta Pierre-Olivier, o chef executivo do Copacabana Palace.

 

No restaurante Sá, do Hotel Miramar by Windsor, em Copacabana, o brunch acaba de ser relançado. Nos tempos áureos do hotel, era um diferencial oferecido aos domingos. Após sua reabertura, há um ano, com a bandeira Windsor, o chef Paulo Góes fez questão de retomar o serviço (aos domingos, das 12h30m às 17h, R$ 150, com espumante Chandon liberado). E dá um toque brasileiro ao menu com queijos da Serra da Canastra, leitão à pururuca, arroz de pato, carré de cordeiro, filé-mignon e peixes.

 

 

“Queremos tornar o brunch o carro-chefe do restaurante aos domingos. Reunimos diversas opções para agradar desde as crianças, com 15 tipos de sobremesas, e várias faixas-etárias”, diz explica Góes.

 

Outro banquete com vista para a orla de Copacabana é oferecido pelo Sofitel, no restaurante Atlantis (aos domingos, das 12h30m às 16h, R$ 145, com tudo espumante Chandon liberado). Os frutos do mar são a grande estrela com lagostines, camarões e ostras, além da comida japonesa.

 

Outro hotel que oferece o serviço além hóspede é o Golden Tulip Regente, também em Copacabana. Com vista para a orla, o restaurante Forno & Fogão conta com variedade de pratos quentes, guarnições, saladas, frios e sobremesas (R$ 68, com uma taça de espumante, das 12h30m às 16h).

 

Fora dos hóteis, há cafés e bistrôs afinados para a refeição. No recém-aberto Empório Jardim, a chef Paula Prandini encontrou mil motivos para prolongar o café da manhã.

 

“É uma delícia tomar espumante depois de acordar tarde aos domingos, com omeletes, saladas, e muita calma. As pessoas querem sair da rotina e por isso o brunch se prolifera”, justifica a chef.

 

Na lista de delícias preparadas por Prandini, há ovos marroquinos (R$ 9,50), bagel com salmão defumado e cream cheese (R$ 16,50), tapioca de Nutella (R$ 11), bolo do dia (R$ 5), brioche de nozes (R$ 6,60). Para beber, não só o espumante, mas drinques como o Jardim do Rei, uma versão matinal do mojito com hortelã, sour, rum e água de coco (R$ 19,50) e o aperol spritz (espumante com aperol e água com gás, R$ 21,50).

 

O tradicional Armazém do Café, com lojas espalhadas por Ipanema, Centro e Barra, é outro que serve seu café tardio a partir das 11h. O café completo é servido com bebidas quentes, croissants, brioche, pão francês, bolo, geleia, mel, manteiga, frios, iogurte com granola, suco de laranja e mamão (R$ 41). Outra opção é o mini, que conta com um cappuccino, café latte, expresso ou chá, pão francês, geleia e manteiga (R$ 15).

 

A cafeteria e loja de decoração Besi se rendeu ao brunch nos domingos e feriados. Serve pedidas que vão desde granola artesanal, iogurte grego zero gordura e morangos (R$ 15), panquecas com mel e frutas (R$ 25) e waffles com manteiga, mel e geleia (R$ 25). O cardápio capricha no capítulo de ovos em três versões: mexidos com torradas e manteiga (R$ 20), ovos Beneditinos (pão, ovo pochê, molho hollandaise e presunto canadense, R$ 20, porção) e os ovos florentinos (pão, ovo pochê, molho hollandaise e salmão marinado, R$ 20, porção).

 

Quem tiver tempo e quiser fazer um passeio mais longo, o Jardineto Bistrô, numa área verde em Vargem Grande, presta o serviço aos domingos. À mesa, cesta de pães, dois sucos de laranja, duas bebidas quentes, manteiga, geleia, mel, queijos, presunto, omelete com cream cheese, mamão, iogurte com granola, bolo da casa, waffles e gravlax (salmão marinado). Serve duas pessoas e custa R$ 98.

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