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Brasileira vence Bocuse DOr no México e garante vaga para final na França

A alagoana Giovanna Grossi foi a primeira mulher a vencer a etapa brasileira. Agora, foi a melhor da América Latina na Copa do Mundo da gastronomia e vai para a final mundial em Lyon

16/02/2016

 

Pela primeira vez uma mulher representou o Brasil na final do maior concurso de alta gastronomia do mundo. Giovanna Grossi tem apenas 23 anos e além de ter sido a primeira mulher a vencer a etapa brasileira do concurso, em 2015, ficou em 1º lugar na seletiva continental, que aconteceu durante do Sirha México. Este resultado classifica a chef para disputar a final mundial do concurso em 2017 em Lyon, ao lado de outros 23 de chefs de todo o mundo.

 

 

     O resultado foi anunciado nesta sexta-feira, 12, com a presença de uma forte torcida brasileira, pai, mãe,                primos, tias até o tio veio da Alemanha. Anunciado o terceiro colocado, da Guatemala. O segundo vai para uma      uruguaia e logo deu lugar a uma gritaria ensurdecedora depois que a plateia ouviu da boca do peruano Gastón          Acurio, presidente do júri: “Em primeiro, com um charmoso trabalho, Brasil”.

 

     Em outubro, Giovanna venceu a etapa brasileira e ganhou a chance de disputar a latino-americana - ela foi a            primeira mulher a vencer o Bocuse D'Or Brasil. Agora, sai do México com 8.000 euros; Jessika Toni, a uruguaia      que ficou em segundo lugar, com 5.000, e Marcos Saenz Gonzalez, o guatemalco que ganhou a terceira vaga,        3.000. Os três irão para a final em Lyon, na França, em janeiro de 2017, quando 24 países disputarão o pódio no      ano em que o campeonato completa três décadas.

 

 

     

 

 

 

Giovanna contou com o chef Laurent Suaudeau para liderar seu treinamento, acompanhando de Victor Vasconcellos. O comim foi Nicholas Santos. Eles treinaram juntos por dois meses, todos os dias, oito horas por dia, alternando entre o preparo dos pratos e a análise e aprimoramento das técnicas. Andrews Valentin e Marcelo Pinheiro também fazem parte do Comitê Bocuse d’Or Brasil.

 

 

A chef encantou o júri com ingredientes bem brasileiros. A tilápia foi servida com chicória do Pará, farinha Uarini, flor de jambu e tucupi. Já o filé mignon foi acompanhando de pitanga negra, quiabo, mandioca, foie gras e pimenta de cheiro.

 

 

 

 

Segundo as regras do Bocuse D’Or, cada concorrente tem 5 horas para apresentar seu prato de peixe (aqui foi tilápia) e cinco horas e trinta e cinco minutos para o prato de carne (filé-mignon) - cinco competidores se apresentaram na quinta-feira e cinco na sexta, 12. No prato de peixe, era obrigatório ter acompanhamentos com ingredientes típicos de seu país.

 

 

Giovanna preparou a tilápia a vácuo, apresentada sobre acelga fermentada e acompanhada de totem de mandioquinha e farinha de uarini, tufu (um tipo de empanado) de banana-da-terra com mandioca e papoula, além de tartar de camarão com aspic de jambu por cima e molho de quinhapira (caldo de peixe) com tucupi.

 

(Prato de tilápia de Giovanna Foto: JF Diório|Estadão)

 

 

Fonte: Estadão e Guia gphr

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