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Brasil e México assinam declaração conjunta para proteção da cachaça e da tequila

A declaração conjunta foi assinada pela presidente do Brasil, Dilma Roussef e pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto, encerrando o primeiro dia da visita presidencial ao país

28/05/2015

Os Governos do Brasil e México assinaram na noite de ontem uma declaração com as bases para o reconhecimento mútuo da Cachaça e da Tequila, como produtos distintos, respectivamente, do Brasil e do México. O processo de reconhecimento da Cachaça no México como um destilado exclusivo do Brasil teve início, oficialmente, com a assinatura da declaração conjunta entre os dois países.

 

A declaração para o reconhecimento da cachaça e da tequila como produtos distintos do Brasil e do México foi assinada hoje pela presidente do Brasil, Dilma Roussef e pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto. Esse é o terceiro país a reconhecer a Cachaça como um destilado exclusivo do Brasil. O primeiro foi a Colômbia, e o segundo foram os Estados Unidos, em 2012, depois de mais de uma década de negociação dos produtores e do Governo Brasileiro.

 

As tratativas entre os dois países estavam em andamento há alguns anos, mas foi a partir de junho de 2014, com a renovação de um convênio firmado entre o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e o Conselho Regulador de Tequila (CRT), que a movimentação em torno do processo de reconhecimento recíproco recebeu maior atenção do Governo. O resultado final deste esforço conjunto entre as entidades representativas da Cachaça e da Tequila acontece agora.

 

A ida de representantes do IBRAC ao México no ano passado integrou as ações do Projeto Setorial de Promoção às Exportações de Cachaça firmado entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a entidade. A visita teve como objetivo a realização de ações de benchmarking com a Tequila com o intuito de melhorar o trabalho de promoção e defesa da Cachaça em mercados internacionais.

 

O convênio com a Apex-Brasil foi renovado em dezembro de 2014 e terá duração de dois anos. O novo Convênio prevê investimentos de R$ 1,3 milhão e conta hoje com a participação de 38 empresas, entre micro, pequenas, médias e grandes. Ao longo dos dois anos, esse recurso será utilizado em ações de promoção da Cachaça no mercado internacional, especialmente em países prioritários do projeto: Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido.

 

Segundo Cristiano Lamêgo, Presidente do Conselho Deliberativo do IBRAC, entidade representativa do setor produtivo da Cachaça, "a assinatura da declaração de reconhecimento é um momento histórico para a Cachaça e é o resultado dos esforços conjuntos entre o Governo Brasileiro e o setor privado". 

 

As exportações de Cachaça atualmente estão aquém do potencial de mercado e estima-se que apenas 1% do volume produzido é exportado. Apesar de ainda serem modestas, nos últimos 5 anos as exportações de Cachaça para o mercado mexicano cresceram mais de 611% (em valor) e 800% (em volume).

 

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