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Amizade e trabalho: Negócios entre amigos pode dar certo?

Está pensando em montar um negócio no food service em sociedade com um amigo? Selecionamos algumas dicas para desmistificar o mito amigos, amigos, negócios a parte, e garantir o sucesso da parceria

A crença secular que resultou no famoso ditado “amigos, amigos, negócios a parte” inibe alguns empreendedores de misturarem amizade com trabalho. Mas será que esta união não dá certo mesmo?  Amigos são pessoas que escolhemos para estarem em nossas vidas por que, acima de tudo, confiamos nelas. Há cumplicidade e afinidades nesta relação, então, por que esta parceria não pode ser expandida para o campo dos negócios?

 

A união pode ser ideal para o sucesso de um negócio, mas é importante ir com calma e não misturar a relação pessoal com a profissional que a passa a ser construída a partir de então.  Neste dia do amigo, selecionamos algumas dicas de Daniel Epstein, cofundador do Unreasonable Institute,  para fazer dar certo uma sociedade com seu grande amigo.

 

Comuniquem-se

Muitas vezes, por se tratar de amigos, você pode não querer confrontá-los. No curto prazo, isso pode parecer melhor, mas no longo prazo, essa é uma receita certa para o insucesso, tanto para a sua organização quanto para sua amizade.

 

Faça calls individuais toda semana com todos os seus parceiros e companheiros de equipe. O conteúdo dessas reuniões e calls gira em torno de o que é bom e, igualmente importante, do que não é tão bom. Crie essa cultura na empresa, de valorizar a comunicação, de forma frequente e honesta.

 

Adquira direitos aos poucos

A maioria dos cofundadores começa suas empresas dividindo igualmente os direitos do negócio entre os amigos que começam a empresa com eles. Esse parece ser o caminho certo a seguir. Mas, muitas vezes, termina em uma catástrofe.

 

Por exemplo, se você começa um negócio com seu melhor amigo e divide o patrimônio com ele em 50%, o que acontece se um ano depois esse seu amigo decidir aceitar um emprego em tempo integral? Ele ainda vai ter 50% da empresa e, agora que não está trabalhando ativamente no negócio, isso provavelmente vai arruinar a sua amizade.

 

Em vez disso, é mais recomendado que você conceda os direitos aos poucos, ao longo de um período de quatro anos, e defina um prazo mínimo de um ano para realmente fazer parte do negócio. Isso significa que, se algum dos sócios deixar a empresa no prazo de 12 meses depois de sua fundação, eles não vão receber qualquer capital. Assim, se você divide a propriedade da empresa em 50% com o seu melhor amigo e cofundador e ele ou ela deixar a empresa depois de 2 anos, eles teriam pouco mais de 16% do capital em vez de 50%.

 

Tenha certeza absoluta de que suas motivações estão alinhadas

Normalmente, com os amigos, é fácil aproveitar uma oportunidade de criar uma startup ou uma relação de trabalho emocionante, divertida e que ainda poderia resultar em negócios lucrativos. Mas se as suas motivações não estão alinhadas, dentro de alguns meses ou anos sua parceria vai, sem dúvida, desmoronar. Não vale a pena. Em suma, tenha certeza de que suas motivações estão alinhadas e, se não se sentirem sincronizados, não trabalhem juntos, apenas continuem a ser bons amigos.

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