Publicidade

Food Service

Notícia

A maior produtora do país da batata

A Lutosa, maior player do país que mais exporta o alimento processado no mundo, coloca o Brasil no topo da lista de países mais promissores para o mercado de batatas

16/12/2015

O solo belga é o mais fértil do mundo quando o assunto é batata. Com apenas 11 milhões de habitantes e tanta produtividade, não restava aos belgas outra opção a não ser buscar na exportação a forma de escoar sua produção. E a Lutosa, maior player do país que mais exporta o alimento processado no mundo, coloca o Brasil no topo da lista de países mais promissores para o mercado de batatas. Isso porque o consumo do produto, que ainda é baixo, vem crescendo rapidamente. Com 200 milhões de habitantes, o mercado brasileiro de batatas processadas aumentou de cerca de 310.000 toneladas (1,55kg per capita) para 380.000 toneladas (1,9kg per capita) em apenas dois anos. O vizinho Uruguai tem consumo per capita de 6kg e a Argentina 9kg. Já os ingleses consomem 16kg.

 


Com esses dados, é fácil perceber que o Brasil é o maior mercado potencial e uma oportunidade para os exportadores. A produção nacional está na ordem de 80.000 toneladas anuais com perspectiva de crescimento, mas tem por objetivo fornecer 33% das necessidades do mercado interno. Com 21.000 toneladas (5,5%) das 380.000 toneladas anuais vendidas no Brasil, o objetivo da Lutosa é fazer 38.000 toneladas durante a safra 2017-2018. “Queremos chegar em 7,5% do mercado brasileiro, sendo que daqui a três anos o consumo estará em 500.000 toneladas, e tornar o Brasil nosso terceiro mercado, ficando atrás apenas da Inglaterra e França”, revela Luiz Alberto Lampert Conde, diretor executivo da Lutosa do Brasil.

 


A multinacional iniciou sua atuação no mercado brasileiro em 1992, especialmente na região Nordeste- Recife, João Pessoa e Fortaleza. Oito anos depois instalou sua filial na cidade do Rio de Janeiro e agora começa de fato a apostar em São Paulo, primeiramente em pequenos distritos. “Vender onde todos estão vendendo é mais fácil, vender onde ninguém vende demora mais, mas é mais sólido. Desenvolvemos mercados que não existiam em locais do interior da Paraíba, por exemplo. Estamos entrando em São Paulo chamado por alguns restaurantes. A estratégia sempre foi trabalhar o interior do país, onde ninguém esteja ainda e chegar primeiro. Estamos preparando o terreno para entrar solidamente no mercado de São Paulo”, conta Lampert.

 

 

 

A única com garantia de origem

 

Fundada em 1977 por uma tradicional família do setor de produção de batatas na Bélgica, a Lutosa possui 2 dos 18 sítios industriais para processamento de batatas instalados na Bélgica, com o diferencial de serem sítios integrados e contando com diferentes linhas de produção, processando vários cortes de batatas palito pré-fritas e congeladas, mas também pré-fritas e resfriadas; produtos a base de purê de batatas; produtos a base de batatas raladas; e flocos de batatas.
A empresa é responsável por quase 20% da produção do país, totalizando 400.000 toneladas de batatas processadas. Emprega 800 dos 3 577 trabalhadores envolvidos no setor e é a única indústria alimentícia europeia a possuir um laboratório detentor do ISO/IEC 17025:2005. Atua em 120 países com filiais na França, Inglaterra, Itália, Polônia, Chipre – representando os países árabes, Japão, África do Sul, China, Eslovênia e o Brasil, primeira filial da empresa fora da Europa, representando a América do Sul e Central. Em breve, inaugurará uma unidade no México.

 

 


“A Lutosa não tem fábrica no Brasil e em nenhuma filial, pois seu diferencial é o produto de origem. É a única com garantia de origem, 90% da batata é belga, e os outros 10% não é misturada no mesmo pacote. Todas as outras marcas usam várias variedades de batatas. A Lutosa consegue ser mais competitiva, pois a batata belga tem melhor qualidade a um preço mais baixo”, explica Luiz Lampert. Apesar da exclusividade da qualidade belga, a empresa procura sempre trazer novidades e em todos os seus países de atuação há um produto com a cara da região. “Todo mês é lançado algo novo em algum lugar do mundo”, afirma o executivo.

 

 

 

Deixe seu comentário